.comment-link {margin-left:.6em;}

SINTO LOGO EXISTO

Minha foto
Nome: Roberto Almeida
Local: Curitiba/Juiz de Fora, Paraná/Minas Gerais, Brazil

29.5.09

Coração

Certa noite, um link me guiou para um vídeo do Youtube que mostrava uma cirurgia do coração. Vi como abriram o peito da pessoa e lá, bem nítido, estava o coração. Um coração humano!

Não são poucas as vezes que vi na TV algo do tipo, mas a inspiração do momento permitiu-me vislumbrar mais do que as cenas de mais um documentário. Aquele batimento...nunca havia parado para pensar nele, é parecido com um balé. E perceber isso me deixou profundamente tocado.

Esse balé é tudo o que nos mantém nesse mundo. Esse pequeno músculo (e ele é muito pequeno, menor que imaginamos) parece-nos então muito frágil, ainda mais se pensarmos em tudo aquilo que o afeta e que pode detê-lo.

Para alguém que tenha chegado aos 35 anos, o coração deve ter batido pelo menos umas 1.471.680.000 vezes. Nesse balé, quantos passos foram ensaiados para alguém, quantos espetáculos foram apresentados e quantas vezes os dois principais bailarinos dançaram juntos em perfeita harmonia?

Nesse balé, muitos passos se perderam, outros foram descompassados, alguns transmitiram angústia e outros, alegrias. Alguns movimentos fizeram brotar lágrimas e outros tornaram-se um gesto. Um gesto que se transformou em um beijo e este beijo num sopro de vida, explodindo sentimentos e libertando a alma.

Por isso dever haver mais, deve existir algo além do que podemos imaginar. Algo que mantém esse pequeno músculo dançando. Entende o que eu quero dizer?

Marcadores: ,

10.10.08

Porque escrevo?

Na medida em que escrevo sinto-me melhor e melhor e isso me faz construir uma forte identificação com o leitor. Mesmo que desconheça esse leitor eu o imagino como alguém que, de um jeito suave, acaba me fazendo falar muito de mim mesmo e de arrancar o que de profundo há em mim, coisas que raramente compartilharia com alguém face a face. Isso para mim sempre foi ótimo - e continua sendo.

Escrever é dar vazão aos sentimentos. Os sentimentos são impessoais, não pertencem a ninguém, apenas passam por nós. É nossa responsabilidade e cabe a nós dar-lhes o destino certo. Nisso tudo, escrever ajudou muito a descobrir a mim mesmo e a minha vida. Penso que faço o mesmo com aqueles que estão lendo.

Marcadores: , ,

4.9.08

Nota explicativa

Quase tudo que escrevo neste blog eu vivi e senti. Se eu (ainda) nao vivi eu senti ou sinto. Se nao vivi por mim mesmo, compartilhei do sentimento daqueles que viveram e que, para minha sorte, fizeram ou fazem parte do meu mundo.

Eterna busca

Em um dia desses fui parabenizar um amigo meu, o Carlão, deixando-lhe um scrap. No seu perfil no Orkut deparei-me com esse belo texto que reproduzo abaixo. Não me surpreende. O Carlão é uma das pessoas que realmente valem a pena conhecer pelo que agrega, pelo que sabe, pela sua visão poética da vida e pelo que sente e expressa nessa visão poética da vida.

Infelizmente são poucos que possuem essa visão. A maioria ainda vai ao bosque e só vê a lenha para a fogueira.

Eu penso em fazer uma coletânea de textos e descrições de perfis do Orkut. Algumas pessoas se desnudam ali e produzem textos admiráveis mas o mundo virtual tem um caráter efêmero e muito se perde. Mas esse texto consegui preservar no blog, e seu conteúdo em meu coração!

Pois a verdade é aquilo que você sente, e que te fala ao coração!



“ A humanidade está engajada numa eterna busca, pois acredita que alguma coisa além lhe trará felicidade, preenchimento e eternidade. Para aquelas almas que procuraram e acharam Deus, a busca terminou: Ele é aquela "Alguma Coisa Além!!!"

A vida, em si, não ensina! É você quem decide, a cada momento, se há uma lição a ser aprendida… Em cada alegria, em cada tristeza, em cada aborrecimento… Ou desperdiça todos os momentos e vai vivendo aos trancos e barrancos. Coisas boas e ruins acontecem a todos, indistintamente… Se não existe o paraíso, podemos construir um oásis de paz em nós mesmos, no meio das guerras que as pessoas vivem… Tudo depende da escolha.

Podemos fugir à tristeza? Não. Podemos impedir as perdas? Não. Podemos obrigar que nos amem? Não. Mas podemos usar os momentos de dor, frustração e ressentimento para aprender a amar melhor. Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.

Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obtenha êxito e serei plenamente feliz.

È la possibilità che mi fa continuare, e non una certezza.

Definindo S. Bernardo o amor fino, diz assim: Amor non quaerit causam, nec fructum: "O amor fino não busca causa nem fruto". Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: o amor fino não há de ter por quê nem para quê.

Se amo por que me amam, é obrigação, faço o que devo; se amo para que me amem, é negociação, busco o que desejo. Pois como há de amar o amor para ser fino? Amo, quia amo, como ut amem: amo, porque amo, e amo para amar.

Quem ama porque o amam, é agradecido; quem ama, para que o amem, é interesseiro; quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, esse só é fino.

"Faça tudo por amor, nada por obrigação. E se disserem que você tem obrigação, diga que só o amor manda em você, porque ele é um sentimento irresistível que sai do seu peito e vai conduzindo você pelos rumos da vida.

O dia em que você atende a este amor que fala no seu peito, é quando você descobre a verdadeira paz.

Então, que não seja a paz uma palavra que eu digo, mas a semente que eu planto, a flor que cultivo."

LINK PARA O PERFIL DO MEU AMIGO:

http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=14412435236718115050

Marcadores: , , ,

Eterna busca

Em um dia desses fui parabenizar um amigo meu, o Carlão, deixando-lhe um scrap. No seu perfil no Orkut deparei-me com esse belo texto que reproduzo abaixo. Não me surpreende. O Carlão é uma das pessoas que realmente valem a pena conhecer pelo que agrega, pelo que sabe, pela sua visão poética da vida e pelo que sente e expressa nessa visão poética da vida.

Infelizmente são poucos que possuem essa visão. A maioria ainda vai ao bosque e só vê a lenha para a fogueira.

Eu penso em fazer uma coletânea de textos e descrições de perfis do Orkut. Algumas pessoas se desnudam ali e produzem textos admiráveis mas o mundo virtual tem um caráter efêmero e muito se perde. Mas esse texto consegui preservar no blog, e seu conteúdo em meu coração!

Pois a verdade é aquilo que você sente, e que te fala ao coração!



“ A humanidade está engajada numa eterna busca, pois acredita que alguma coisa além lhe trará felicidade, preenchimento e eternidade. Para aquelas almas que procuraram e acharam Deus, a busca terminou: Ele é aquela "Alguma Coisa Além!!!"

A vida, em si, não ensina! É você quem decide, a cada momento, se há uma lição a ser aprendida… Em cada alegria, em cada tristeza, em cada aborrecimento… Ou desperdiça todos os momentos e vai vivendo aos trancos e barrancos. Coisas boas e ruins acontecem a todos, indistintamente… Se não existe o paraíso, podemos construir um oásis de paz em nós mesmos, no meio das guerras que as pessoas vivem… Tudo depende da escolha.

Podemos fugir à tristeza? Não. Podemos impedir as perdas? Não. Podemos obrigar que nos amem? Não. Mas podemos usar os momentos de dor, frustração e ressentimento para aprender a amar melhor. Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.

Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obtenha êxito e serei plenamente feliz.

È la possibilità che mi fa continuare, e non una certezza.

Definindo S. Bernardo o amor fino, diz assim: Amor non quaerit causam, nec fructum: "O amor fino não busca causa nem fruto". Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: o amor fino não há de ter por quê nem para quê.

Se amo por que me amam, é obrigação, faço o que devo; se amo para que me amem, é negociação, busco o que desejo. Pois como há de amar o amor para ser fino? Amo, quia amo, como ut amem: amo, porque amo, e amo para amar.

Quem ama porque o amam, é agradecido; quem ama, para que o amem, é interesseiro; quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, esse só é fino.

"Faça tudo por amor, nada por obrigação. E se disserem que você tem obrigação, diga que só o amor manda em você, porque ele é um sentimento irresistível que sai do seu peito e vai conduzindo você pelos rumos da vida.

O dia em que você atende a este amor que fala no seu peito, é quando você descobre a verdadeira paz.

Então, que não seja a paz uma palavra que eu digo, mas a semente que eu planto, a flor que cultivo."

LINK PARA O PERFIL DO MEU AMIGO:

http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=14412435236718115050

Marcadores: , , ,

29.8.08

Os ipês amarelos de Curitiba estão florescendo. A intensidade da vida depende de como a olhamos.

A primeira frase é um fato que constatei hoje. A segunda frase é de autoria de Gibran Khalil Gibran em uma de suas cartas de amor. Não há como dissociá-las desse momento que estou vivendo.


Mudar-me para Curitiba foi um ato de coragem, disseram meus amigos há 4 anos. Honestamente ainda não consegui enxergar essa coragem. Tinha motivos, razões e sonhos. Coragem é apenas mais uma palavra que poderia significar muito bem “cachorro-quente” em outra língua (ou na nossa mesmo).


As atitudes se perdem nos significados das palavras. Mas admito que, nessa minha mudança para Curitiba , muita gente me chamou de doido e nem sabiam de um décimo das razões que me levaram a tal. Confesso que dou certa razão a eles. Para exercitar um grande desprendimento é preciso ousadia e claro, um pouco de loucura, porque não?


Então sou louco segundo o modo de pensar deles.... Mas para mim tudo sempre fez muito sentido, sempre estava tão claro... Minha necessidade de buscar novos lugares, novas experiências e desafios sempre foi, em última instância, a busca por mim mesmo.


É certo que algumas pessoas chegariam a essa mesma conclusão sem sair de sua casa, mas comigo tudo sempre foi muito diferente e sempre soube disso. Hoje posso traduzir isso em muitos outros significados. Eu me lembro de uma antiga frase dos cavaleiros templários que dizia: ”se quiseres ir a Acre, serás mandado a Jafa, se quiseres ir a Tiro, irás para Chipre, descansarás quando quiseres vigiar e vigiará quando quiseres descansar”...


De certa forma nós não nos pertencemos, nossos sonhos é que nos dirigem... se deixarmos, claro. Ocorre também que depois dessas grandes transições muita coisa fica clara, muita coisa começa a fazer sentido. São amizades, interesses e afinidades que te conduzem e convergem exatamente para aquele ponto, e assim tudo fica parecendo com um daqueles filmes difíceis que só conseguimos entender aos poucos e cujo final é surpreendente.


Minha história com Curitiba é bem longa. Uma de minhas almas gêmeas reencontrou bem aqui, e posteriormente ela me deixou fisicamente, sozinho neste plano.


Isso dói demais, dói demais aqui dentro mim. Por sermos jovens pensamos que somos imortais e onipotentes. Ledo, ledo engano, mas a gente sempre se consola.


Talvez seja por isso que Curitiba sempre terá, para mim, as paisagens mais lindas e também as mais tristes. Mas amarei mesmo assim o barulho do vento nas árvores daqui, o sol daqui, a chuva daqui, as ruas, prédios e parques, da mesma forma que a Raposa amará os campos de trigo como descrito no livro O Pequeno Príncipe. Lá, o dourado dos campos de trigo lembram à raposa os cabelos dourados do Pequeno Príncipe. Aqui, para mim, as flores dos ipês na Primavera farão as vezes dos campos de trigo no livro de Saint-Exupèry.


E olhando o céu curitibano à noite (é o lugar onde ela está) as estrelas também me sorriem como milhares de guizos...


A segunda frase do título desse conto, extraída de uma das cartas de amor de Khalil Gibran (um dos meus autores preferidos) a Mary Haskell, à qual tive o prazer de ler, é o que melhor poderia expressar a forma “diferente” ou talvez, a minha singularidade, a forma com que tento enxergar o mundo. Transcrevo a carta em sua íntegra:



“3 de setembro, 1920.



A intensidade da vida depende de como a olhamos.


Há pintores que iriam achar belo este prato de uvas que se encontra sobre a mesa; e tentariam pintá-las com todo o seu frescor, sua cor, sua luz e sua forma.


E nós, quando olhamos o quadro que resultou disto, devemos pensar nos vinhedos, como eles cresceram e como foi a colheita.


Pensar na loja onde o vinho destas uvas será vendido, e nas bocas que o provarão; entender que cada uma delas veio de um lugar diferente, embora estejam todas no mesmo prato.


Reparar que este prato é chinês, e recordar tudo que aprendemos sobre a China.


Então nossos olhos se dirigem à mesa onde o prato repousa, e pensamos de que madeira é feito, como era a árvore de onde foi tirada, quem a cortou, e onde vivia o lenhador com sua família.


Ver as coisas desta maneira enriquece a imaginação, e nos abre para um mundo muito mais rico.


As crianças deviam aprender a fazer isto. “


. ‘ .


"Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira."

Leon Tolstoi.



"A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte."

Mahatma Gandhi.

17.6.08

Alquimista de mim mesmo

Não apenas pela beleza formal (o que já seria suficiente), mas pela essência que expressa é que resolvi postar esse poema da lavra do meu amigo e Am.’. Ir. ’. Daniel Giotti de Paula. E também por saber o quanto de felicidade está ali embutido. Que o amor nunca nos falte!

Alquimista de mim mesmo

Eu me descubro alquimista de mim mesmo

E percebo o trabalho que fiz com o tempo,

Os dias, os anos passando por entre os dedos

E quando tudo parecia redundar em fracasso

Eu, alquimista de mim mesmo, me refaço,

É como conceber uma nova existência

Tal qual fosse fênix renascida ou,

Já que se fala em ave, fosse tal pelicano

Bicando de minha própria alma, dando vida

A esse estranho que em mim habitava.

As palavras soltam a jato e a certeza

De que sou agora o outro, só agora

Eu a percebo. E fico a pensar, absorto,

Que entre muitas trilhas escolhi algumas

Inusitadas e erradas. Erradas? Não seriam

Pontes pra esse presente que é presente?

Recompensa, vida, existência, tudo em

Único vocábulo que não mais apago,

Porque de passado nunca mais vivo.

Marcadores: , ,

7.5.08

Sobre a importância de se expressar

Às vezes um símbolo expressa melhor o que queremos dizer. As coisas mais importantes normalmente são aquelas mais difíceis de expressar. Às vezes a gente se envergonha de dizê-las, pois ao serem ditas ficam diminuídas. Coisas importantes parecem ilimitadas quando estão dentro de nós, mas ficam parecendo apenas “normais” quando as revelamos.

Hoje é muito comum que as pessoas de nosso convívio (real e/ou virtual) e todo o universo peculiar a elas são cristalizadas num aglomerado de pixels em um monitor, o que empobrece sua magnitude, sua grandeza. Ao mesmo tempo em que a imagem conforta, ela angustia devido à sua intangibilidade.

As letras, em muitos casos, são as únicas pontes capazes de nos conectar aos aglomerados de pixels em nosso monitor e estabelecer um vínculo emocional, humano.

Sempre gostei de cartas. Escrevi muitas e recebi outras tantas. Mas as cartas caíram em desuso e então fui obrigado a gostar de e-mails. Apesar das inúmeras vantagens de um e-mail, confesso que sempre achei que as cartas guardavam alguma coisa de quem as escreveu, é um testemunho silencioso, um atestado do pensamento da pessoa. Tem todo um romantismo que hoje é perdido.

Por outro lado, cartas e e-mails são veículos de símbolos, que são as letras (e outros símbolos que você pode agregar como figuras, sons, emoticons...) e por meio destes símbolos podemos fazer revelações que nos seriam muito difíceis de dizer pessoalmente. As pessoas poderiam nos olhar de forma estranha e não entenderiam nada do que dissemos. E nem saberiam aquilatar a importância de nossas palavras, essas mesmas palavras que poderiam ser tão importantes para nós que nos teriam feito chorar quando estivéssemos falando ou escrevendo.

Em todo caso, falando ou escrevendo, nunca hesite em se expressar. Derrame lágrimas mas compartilhe os sentimentos, para que estes te iluminem em seguida e não obscureçam o coração.

Marcadores: , , , , ,

5.4.08

Anotações rápidas sobre o Amor

Você só é capaz de amar se puder amar para sempre! (minha autoria)

A medida de amar é amar sem medida! (desconhecido)

E é bom que a imaginação ofereça poesia aos sentidos, que os desejos do corpo façam concessões aos sonhos da alma" (Alexandre Dumas)